quarta-feira, 3 de março de 2010

Stardust

Ao almejar representar o acesso à mundos distantes que o vidro possibilita, não apenas semioticamente mas também visualmente, através das lentes dos miscroscópios e telescópios, tomou-se os espetáculos imagéticos registrados pelas lentes do Telescópio Hubble como fonte de inspiração. Além disso a representação do fascinante processo produtivo do vidro artesanal, o vidro de sopro, a própria história do material: alquímica, artística e milenar, se tornam elementos onipresentes no processo da pesquisa . A forma se abstrai dessa essência pesquisada, fazendo referência à cana de assopro, instumento essencial do mestre vidreiro, que serve de acesso à escaldante massa vídrica, gênese de pequenas formas ovaladas, esféricas, que são sopradas, se enchendo como uma bolha que da origem aos vasos de cristal. Portanto, o elemento vídrico da jóia representa o vidro em processo de sopro, mas como se estivesse congelado, ja revelando o aspecto místico com uma parte na cor água marinha, de azul profundo – numa referência celestial – cravejado de pequenas partículas de minério, como uma poeira espacial – o “stardust” – envolvida por uma densa camada de cristal que pela refração da luz se torna uma lente que distorse o interior de acordo com o ângulo que se olha, a pura imagem da extra-realidade e da incerteza dimensional da transparência do vidro. Sustentando esta “gota”, há o metal – a prata – referendando à cana de assopro que, sofrendo uma transfiguração envolve o pescoço do usuário.
O produto de destina a utilização como jóia para o colo feminino, uma espécie de colar-gargantilha que cumpre sobretudo a função estética de adornar e simbolizar um nível cultural e de repertório à cerca do material


Agradecimentos: Sr Mário Seguso (Cristais Ca' d' Oro), André Leonel (Cristais Ca' d' Oro), Susana Taveira, Fabio Tozzi, Márcia Ribeiro, Gisele Vilela.


(veja o vídeo de apresentação)

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